Açor (Accipiter gentilis), milhafres e gaviões


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Bestiário


Nomes alternativos: açor (português), goshawk (inglês), autour (francês), Habicht (alemão), azor (espanhol), astore (italiano), havik (holandês), duvhök (sueco).

Comprimento médio: machos, 0,50 m, fêmeas, 0,60 m. Envergadura média: machos: 1,00 m; fêmeas: 1,20 m.

Massa média: machos 0,65 kg (-22), fêmeas 1 kg (-20).

Hábitat: Bosques e florestas temperadas do Hemisfério Norte, do Canadá ao México e da Península Ibérica à Sibéria, Ásia Central e Japão – incluindo, naturalmente, as ilhas dos Açores.

Inteligência Abstrata: -8; Inteligência Concreta: -3; Resistência: -2; Proteção: 0; Tamanho: -1; Saúde: +1; Mobilidade: +2½ (no ar) -7 (em terra); Sentidos: +2 (Olfato: +1; Audição: +2; Visão: +3); Dificuldade de treinamento: +2.

Habilidades: Força: machos -11; fêmeas -10; Capacidade de Carga: +3; Esquiva: +3 (ar) +1 (terra); Combate: +2; Vôo: 17; Caça: +3.

Manobras de combate: Bicar/Golpe de Garra (1½ / 2).


Características

 

O açor é um caçador veloz dos bosques e florestas. As subespécies asiáticas têm cor mais pálida, enquanto as norte-americanas freqüentemente têm cabeças escuras. Os filhotes são de cor parda.

Freqüenta zonas rochosas tanto em vales como em serras. Alimentam-se de pássaros até o tamanho de corvos e pombos e mamíferos até o tamanho de pequenas lebres. Normalmente caçam de uma posição empoleirada na beira da floresta e estão conformados para perseguir por distâncias curtas, com asas curtas e arredondadas e uma cauda longa que é usada para manobrar e frear. Fora dessas sortidas repentinas atrás de suas presas, são discretas e freqüentemente passam desapercebidas.

Quando cortejam, os parceiros potenciais fazem chamados ruidosos enquanto levantam vôo. Uma vez que o ninho é construído, os casais são permanentes, extremamente territoriais e expulsam quaisquer intrusos para longe. Em invernos frios, quando a comida é escassa, podem migrar ao sul de seu território usual.

Normalmente são fiéis ao companheiro de reprodução durante toda a vida, até à morte de um deles. Nos finais de fevereiro ou princípios de março, a fêmea põe 2 ou 3 ovos. As crias deixam o ninho entre os meses de maio e junho, mas ficam dependentes dos pais mais um mês. Nidifica, normalmente, em penhascos, embora o possa fazer em árvores.


Cetraria

 

A cetraria é, no sentido estrito, a arte de criar, domesticar e adestrar falcões e outras aves usadas na volataria, que é a arte de caçar com essas aves, mas também pode incluir a caça propriamente dita. Há duas técnicas principais: a de alto vôo, falcoaria ou altanaria, na qual normalmente se utilizam falcões e se caça apenas aves em vôo; e a de baixo vôo, na qual se utilizam os açores, e também gaviões e algumas águias.

Na técnica de baixo vôo, a ave é lançada do punho enluvado do cetreiro no encalço da peça de caça, quando esta já se encontra em vôo, ou em corrida. A ave caçadora realiza um vôo a plena velocidade, descrevendo uma trajetória reta da luva até à presa, de pêlo, ou de pena, sendo por isso também chamado "lance à vista", ou ainda "lance a braço-tornado".

Na alta Idade Média, a carne de aves – principalmente as de vôo mais alto – era considerada mais nobre e mais apropriada para o consumo da nobreza que a de animais terrestres e os falcões, sendo mais indicados para caçar essas presas, tornaram-se símbolos de poder e prestígio, reservado à nobreza.

O açor e demais aves de rapina de baixo vôo eram consideradas menos nobres e apropriadas para plebeus e sacerdotes; um tratado de cetraria recomendava o açor para um camponês livre; o gavião fêmea para um sacerdote e o gavião macho para um diácono. Na era moderna, essa distinção perdeu importância.

Além dos açores e gaviões do Velho mundo, também outras espécies menos tradicionais na cetraria, inclusive das Américas, têm sido usadas por entusiastas da cetraria esportiva e também como forma de controle de pragas agrícolas (aves, roedores etc.) e também para afastar outras aves da proximidade de aeroportos – apesar de fazendeiros menos preparados os caçarem por julgá-los uma ameaça às suas criações de aves.


Espécies afins

 

As seguintes espécies de aves de rapina também têm sido usadas em cetraria de baixo vôo:

 

Espécie

Localização

Descrição

Gavião europeu

Accipiter nisus

Europa e África do Norte

Massa média: macho 150 g (-28); fêmea: 250 g (-26) . Comprimento: macho 31 cm; fêmea 38 cm. Envergadura: macho 60 cm; fêmea 80 cm. Tamanho: -2. Força: -15. Resistência: -3. Mobilidade (no ar): +3½; Esquiva: +4; Bicar/Golpe de Garra (½ / 1).

 

Chamado sparrowhawk em inglês, epervier em francês, Sperber em alemão, sperwer em holandês, gavilán em castelhano e sparviero em italiano. Caça principalmente tentilhões, pardais e pombos; às vezes, também roedores. Freqüentemente morre devido a colisões durante o vôo, pois quando está caçando esquece-se da própria segurança.

Gavião de Cooper

Accipiter cooperi

Florestas da América do Norte e Canadá, migrando para o Caribe (até Costa Rica) no inverno.

Massa média: macho 340 g (-24½); fêmea: 570 g (-22½) . Comprimento: macho 38 cm; fêmea 44 cm. Envergadura: macho 74 cm; fêmea 82 cm. Tamanho: -1. Força: -12. Resistência: -2½. Mobilidade (no ar): +2½; Esquiva: +3½; Bicar/Golpe de Garra (1 / 1½).

 

Chamado em inglês de chicken hawk e blue darter, alimenta-se de pequenas aves e mamíferos. Entre suas principais presas estão os estorninhos, pintarroxos, melros e esquilos.

Gavião-miúdo

Accipiter striatus

No Canadá e EUA (migrando para o México e América Central no inverno), Caribe e América do Sul..

Massa média: macho 100 g (-30); fêmea: 180 g (-27½) . Comprimento: macho 25 cm; fêmea 31 cm. Envergadura: macho 43 cm; fêmea 56 cm. Tamanho: -2. Força: -16. Resistência: -3. Mobilidade (no ar): +3½; Esquiva: +4; Bicar/Golpe de Garra (½ / 1).

 

Chamado em inglês sharp-shinned hawk, e gavilán pajarero em castelhano, faz ninho em florestas e caça principalmente pequenas aves e mamíferos e insetos grandes. Captura aves em vôos baixos e silenciosos ou depois de uma curta perseguição. Usa coberturas, inclusive construções humanas, para disfarçar sua aproximação.

Tartaranhão-azulado

Circus cyaneus

Campos da América do Norte, norte da América Central, Europa e Ásia.

Massa média: macho: 0,35 kg (-24½); fêmea 0,5 kg (-23). Comprimento: macho 44 cm; fêmea: 52 cm. Envergadura: macho 1,0 m; fêmea 1,2 m; Força: macho -13 fêmea -12; Resistência: -2½. Mobilidade (no ar): +3½; Esquiva: +3½; Vôo: 10. Bicar/Golpe de Garra (1 / 1½).

 

Chamado hen harrier ou marsh hawk em inglês, blauwe kiekendief em holandês, busard Saint-Martin em francês, Kornweihe em alemão, albanella reale em italiano, aguilucho pálido em castelhano. Em vez de voar para o alto, voam junto do chão com suas asas abertas em um “V” raso. Tem boa visão e audiçã, que usa para localizar animais pequenos escondidos na vegetação. A fêmea é parda, enquanto o macho é cinzento. Ao contrário da maioria das aves de rapina, faz ninhos no chão, de gravetos e grama, às vezes em meio a plantações. É freqüentemente perseguido por atacar pintos e outras aves de granja.

Águia-pesqueira

Pandion haliaetus

Regiões costeiras ou próximas de lagos e rios em todos os continentes; na América do Sul aparece no verão, como ave migratória vinda da América do Norte.

Massa média: macho: 1,1 kg (-19½); fêmea 1,6 kg (-17). Comprimento: macho: 51 cm; fêmea 62 cm. Envergadura: macho 1,45 m; fêmea 1,70 m. Força: macho -9, fêmea -8. Mobilidade (no ar): +2½; Esquiva: +2½; Bicar/Golpe de Garra (2 / 2½).

 

Chamado osprey em inglês, visarend em holandês, Fischadler em alemão, balbuzard pêcheur em francês, águia-pesquieira ou aurifrísio em Portugal, gavião-pescador, gavião-papa-peixe, águia-do-mar ou águia-pescadora no Brasil, falco pescatore em italiano, águila pescadora em castelhano, guincho ou sangual na América Hispânica. Alimenta-se exclusivamente de peixes, de até 2 kg, que apanha suas garras de unhas compridas e dedos escamados e rugosos depois de um vôo em mergulho, às vezes, de mais de 100 m de altura. É a única ave usada em cetraria para pescar. Constrói ninhos com galhos secos, algas e musgo, no alto das árvores ou sobre os rochedos. Aí a fêmea choca seus quatro ovos durante cinco semanas. Os filhotes voam do ninho com 50 a 60 dias e vivem até 25 anos.

Milhafre real ou Milhano

Milvus milvus

Florestas ou campos com árvores dispersas, na Europa do Mediterrâneo à Suécia e aos países bálticos e do país de Gales ao Sudoeste da Rússia. Sedentários no sul da Europa, mas os do norte do continente migram para o Mediterrâneo e África do Norte no inverno.

Massa média: macho: 0,9 kg (-20½); fêmea 1,1 kg (-19½). Comprimento: macho: 62 cm; fêmea 64 cm. Envergadura: macho 1,53 m; fêmea 1,57 m. Força: macho -9½, fêmea -9. Mobilidade (no ar): +3; Esquiva: +3; Bicar/Golpe de Garra (2 / 2½).

 

Chamado red kite em inglês, milan royal em francês, Rotmilan em alemão, rode wouw em holandês, nibbio reale em italiano, milano real em castelhano, glada em sueco. Tem uma cauda claramente bifurcada, bem visível quando voa. Cor avermelhada, cabeça pálida e manchas claras sob as asas. Caça lebres, roedores, lagartos, batráquios e insetos, mas não é suficientemente ágil para caçar aves em vôo, salvo filhotes ainda inábeis no vôo (pombos, corvos etc.). Os casais permanecem unidos por toda a vida. Fazem ninhos em árvores, entre 12 e 15 metros de altura e se reproduzem entre março e abril. A fêmea (com ajuda ocasional do macho) choca um a quatro ovos durante 31 a 32 dias. Os filhotes voam com 50 dias e vivem até 26 anos.

Milhafre-preto

Milvus migrans

Prados, campos abertos, colinas e planícies (mas não florestas), perto de água, em todas as regiões temperadas e tropicais do Velho Mundo. Os da Europa migram para a África no Inverno.

Massa média: 0,8 kg (-21). Comprimento: 57 cm. Envergadura: 1,45 m. Força: -10. Mobilidade (no ar): +3; Vôo: 10; Esquiva: +3; Bicar/Golpe de Garra (1½ / 2).

 

Chamado black kite em  inglês, milan noir em francês, zwarte wouw em holandês, Schwarzmilan em alemão, nibbio bruno em italiano, milano negro em castelhano, brun glada em sueco, chyorny korshun em russo. É provavelmente a mais comum ave de rapina de tamanho médio no mundo. A metade da frente da asa é escura e a traseira, mais clara. Pode ser confundido com o tartaranhão, mas não mantêm as asas em V quando está planando. Alimenta-se principalmente de presas mortas, 75% a 90% das vezes aquáticas, tais como peixes mortos ou doentes flutuando na superfície (tipicamente com 10 cm a 20 cm); também freqüenta depósitos de lixo e campos cultivados, procurando animais mortos pelo arado. A cauda é ligeiramente bifurcada. A fêmea põe dois a três ovos no fim de abril e os choca por 32 dias. Os filhotes voam com 42 dias e vivem até 23 anos. As subespécies incluem o Milvus migrans migrans (Europa e Oriente Médio) Milvus migrans lineatus (Japão, Coréia e China, ver abaixo), o Milvus migrans govinda (África, Índia, Austrália, Tibete e Yunnan) e Milvus migrans formosanus (Taiwan e Hainan).

Milhafre de orelha preta

Milvus migrans lineatus

Variedade do milhafre-preto do Japão e Ásia Oriental.

Massa média: 0,8 kg (-21). Comprimento: 57 cm. Envergadura: 1,45 m. Força: -10. Mobilidade (no ar): +3; Vôo: 10, Esquiva: +3; Bicar/Golpe de Garra (1½ / 2).

 

Chamado black-eared kite em inglês, tobi em japonês, yuan ou ma-ying em mandarim. É considerado por alguns como uma espécie à parte (Milvus lineatus), mas muitos outros o consideram uma subespécie do milhafre-preto (Milvus migrans lineatus), cujas características são similares. Apenas a aparência é ligeiramente diferente.

Caramujeiro

Rostrhamus sociabilis

Próximo de rios, lagoas e pântanos na América do Sul (salvo região andina), América Central, México, Cuba e Flórida.

Massa média:: 0,45 kg (-21). Comprimento: 38 cm. Envergadura: 1 m. Força: -12.  Resistência: -2½. Mobilidade (no ar): +3. Vôo: 10. Esquiva: +3½; Bicar/Golpe de Garra (1 / 1½).

 

Chamado snail kite em inglês, caracolero  em castelhano. Alimenta-se principalmente de um caramujo de água doce chamado no Brasil de aruá (Pomacea sp.) e nos EUA de apple snail. Às vezes, come também caranguejos. Costuma voar a uns dez metros acima d’água. Faz ninhos em árvores não muito altas, a uma altura de um a três metros. Põe dois a quatro ovos incubados por ambos os pais por 26 a 30 dias.  Os filhotes voam com 26 a 28 dias. São adultos com dois anos e vivem até 15 anos. A fêmea é ligeiramente menor que o macho, ao contrário do que ocorre com a maioria das aves de rapina.

Águia-de-asa-redonda

Buteo buteo

Na maior parte do continente da Eurásia (exceto tundras da Sibéria), sul e leste da África e também nas ilhas dos Açores, Madeira, Canárias, Cabo Verde e Japão. Nidificam no Norte da Europa e na Ásia Central (Rússia, Cazaquistão, Mongólia, Noroeste e Centro da China).

Massa média: macho: 0,8 kg (-21); fêmea 1,3 kg (-19). Comprimento: macho 45 cm; fêmea: 58 cm. Envergadura: macho 1,1 m; fêmea 1,3 m; Força: macho -10 fêmea -9; Mobilidade (no ar): +2½; Esquiva: +3; Bicar/Golpe de Garra (1½ / 2).

 

 

Também chamado buzzard em inglês, buse em francês, Mausebussard em alemão, ratonero em castelhano, poiana em italiano e búteo em português. São reconhecidas 11 subespécies. As populações do Norte da Europa e da Ásia Central deslocam-se, após a época de nidificação, para a África Oriental e Austral, para o subcontinente indiano e para o sudeste asiático. Adaptam-se a uma grande diversidade de hábitats, sempre com algum grau de arborização, necessário à nidificação e repouso. Preferem terrenos com pouca inclinação, na periferia de bosques de folha perene ou caduca, freqüentemente perto de terras aradas. No Inverno, podem ser encontradas em áreas mais abertas. Capturam principalmente pequenos mamíferos (roedores), mas também outros animais de pequeno porte, tais como, lagartos, cobras, pequenas aves e invertebrados (insetos, crustáceos e anelídeos). Podem alimentar-se de cadáveres.

Gavião ferruginoso

Buteo regalis

Planícies da América do Norte e Canadá; migra para o oeste dos EUA e norte do México no inverno.

Massa média:: 1,4 kg (-18½). Comprimento: 62 cm. Envergadura: 1,40 m; Força: -9; Mobilidade (no ar): +2½; Esquiva: +2½; Bicar/Golpe de Garra (1½ / 2).

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Chamado de ferruginous hawk em inglês e gavilán herrumbroso em castelhano. Caça esquilos, marmotas, camundongos e coelhos, raramente pássaros, gafanhotos e pequenas cobras. Caçando em pares, chega a abater lebres de até 3,6 kg. Procura fazer ninhos nas árvores mais altas. Ao contrário do que acontece na maioria das aves de rapina, as fêmeas não são muito maiores que os machos.

Gavião de cauda vermelha

Buteo jamaicensis

Oeste da América do Norte, América Central e ilhas do Caribe.

Massa média: macho: 0,82 kg (-21); fêmea 1,2 kg (-19). Comprimento: macho 49 cm; fêmea: 56 cm. Envergadura: macho 1,0 m; fêmea 1,3 m; Força: macho -10 fêmea -9; Mobilidade (no ar): +2½; Esquiva: +3; Bicar/Golpe de Garra (1½ / 2).

 

É o gavião mais comum na América do Norte. Caça principalmente roedores, ocasionalmente coelhos e cobras. Os ninhos são construídos em árvores altas ou (no deserto) no alto de cactos; ocasionalmente em torres e outras construções humanas. Põe 2 a 5 ovos, cuja incubação demora 50 dias. Os filhotes saem do ninho com 120 dias

Gavião-carijó

Rupornis magnirostris

Do norte do México à Argentina, incluindo o Brasil.

Massa média: macho: 0,21 kg (-27); fêmea 0,4 kg (-24). Comprimento: macho 33 cm; fêmea: 38 cm. Envergadura: 0,8 m; Tamanho: -1. Força: macho: -14; fêmea: -12. Resistência: -2½. Mobilidade (no ar): +3½; Esquiva: +3½; Bicar/Golpe de Garra (1 / 1½).

 

Chamado roadside hawk em inglês e gavilán de alas rojas ou gavilán de caminos em espanhol, é uma das aves de rapina mais comum do Brasil, onde também é chamada pega-pinto. Podem ser vistas pousadas em postes, cercas e arvores onde espreitam suas presas constituídas por lagartos, pequenos roedores e aves como pardais e rolinhas. Constrói seu ninho utilizando-se materiais como gravetos, pequenos galhos de árvores de diversas espessuras e procura árvores frondosas como mangueiras e amendoeiras. No Nordeste, em locais de dunas e próximo ao mar; no estado do Rio Grande do Norte, em árvores frondosas, como cajueiros. Às vezes, buscam árvores frutíferas como mangueiras dentro do quintal da casa dos moradores e os atacam com as garras na cabeça e face, com cortes em torno de 5 cm.

Gavião pega-macaco

Spizaetus tyrannus

América Latina, do México à Argentina.

Massa média: macho: 0,95 kg (-20); fêmea 1,12 kg (-19½). Comprimento: macho: 63 cm; fêmea 71 cm. Envergadura: macho 1,45 m; fêmea 1,70 m. Força: -10. Mobilidade (no ar): +3; Esquiva: +3; Bicar/Golpe de Garra (2 / 2½).

 

Chamada águila copetona negra em castelhano, black hawk-eagle em inglês, apacanim ou uiruucotim em tupi e cutiú-preto ou papa-mico em português. Vive dentro ou na borda de grandes florestas. A subespécie Spizaetus tyrannus tyrannus ocorre na faixa marítima no Brasil da Bahia e leste de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul; a Spizaetus tyrannus serus, do México central à Colômbia, Trinidad e Guianas, passando pela Amazônia brasileira e ao sul até Paraguai e nordeste da Argentina, sendo ocasionalmente visto no Equador e Peru. Sua alimentação consiste de pequenos mamíferos, como macacos e morcegos, além de aves. Pode ser observado sobrevoando florestas à procura de alimento. É rápido em suas investidas. Faz o ninho com galhos secos no alto das árvores, onde a fêmea bota dois ovos. Treinado em cetraria pelo Zoológico de São Paulo.

Gavião urubitinga

Buteogallus urubitinga

América Central e América do Sul tropical e subtropical.

Massa média: 1 kg (-20). Comprimento: 66 cm. Envergadura: 1,5 m; Tamanho: 0. Força: -12. Resistência: -2½. Mobilidade (no ar): +3; Esquiva: +3; Bicar/Golpe de Garra (2 / 2½).

 

Chamado great black hawk em inglês e águila negra em castelhano; também chamado no Brasil de gavião preto. Vive tanto em campo aberto quanto em florestas, mas geralmente é visto perto de água. Os filhotes dependem dos pais por até sete meses. Treinado em cetraria pelo Zoológico de São Paulo.

Gavião asa-de-telha

Parabuteo unicinctus

Américas, do sudoeste dos EUA ao centro do Chile e Argentina, incluindo Brasil oriental, meridional e central.

Massa média: macho: 0,7 kg (-21½); fêmea 0,78 kg (-21). Comprimento: macho 48 cm; fêmea: 53 cm. Envergadura: macho 1,0 m; fêmea 1,15 m; Força: macho -11; Mobilidade (no ar): +2½; Esquiva: +3; Bicar/Golpe de Garra (1½ / 2). Dificuldade de treinamento: 1

 

Chamado harris’ hawk em inglês e gavilan mixto em castelhano. Habita zonas pantanosas com árvores isoladas, bosques, cerrados, pastos e beiras de bosques. De vôo rasante e estacionário, agressivo. Seu alimento principal são as aves, também come mamíferos e pequenos répteis. Ataca ocasionalmente aves de terreiro. Caça no começo e fim do dia, lançando-se em vôo rasante sobre a presa. Caçam frequentemente em grupos de 3 a 6 indivíduos, liderados por uma fêmea, tendo assim capacidade de se alimentarem de presas maiores. Tornou-se popular na falcoaria, no século XX, por ser muito versátil e adaptável e fácil de treinar.

Uma fêmea pode acasalar com mais do que um macho, aumentando assim o sucesso reprodutivo. O 3º membro da família, usualmente um macho, ajuda a cuidar do ninho, ajuda na incubação, fornece alimento, alimenta as crias e defende os ninhos. Constrói o ninho sobre arbustos ou árvores; põe 1 a 3 ovos; a incubação leva 35 dias e os filhotes deixam o ninho aos 45 dias, mas continuam sendo alimentados por mais 2 ou 3 meses.

 


Mitos e folclore

O gavião é símbolo de usura e rapacidade e, pelo fato da fêmea ser mais forte e mais hábil que o macho, simboliza também (na França) o casal em que a mulher domina.

Ave caçadora e agressiva, ele também designa, com freqüência, o pênis e, no Brasil, é sinônimo de indivíduo esperto, vivo e fino, propenso a conquistas amorosas.

Na China, onde se acreditava-se que o pombo-trocaz se transforma em gavião, este é um emblema do outono, estação da caça e da vida retirada.

O milhafre-preto é visto pelos chineses como um pássaro vulgar e falante, um pouco como a pega européia. No Japão, ao contrário, é um pássaro divino: segundo a lenda, foi um tobi (milhafre) dourado que, suspenso sobre um arco do primeiro imperador, Jimmu Tenno, lhe indicou o caminho da vitória. A imagem do milhafre figura perto do imperador na ocasião de certas cerimônias. Pode ter sido, como no Egito, um emblema de clã.

O milhafre real figurava entre os pássaros consagrados a Apolo e seu vôo era fonte de auspícios. Quando o Olimpo foi atacado por Tifão, foi em milhafre que Apolo se transformou. O milhafre real, por voar alto e ter uma visão aguda, era observado pelos presságios de suas evoluções significativas e normalmente associado a Apolo como símbolo de clarividência.


O Brasil dos outros 500

No Brasil dos outros 500, os gaviões existem com uma distribuição semelhante à do mundo real e a cetraria é uma arte altamente desenvolvida e popular, principalmente no Império Luso-Brasileiro, onde não há restrições legais ou sociais à prática. Índios tupis e guaranis a adotaram e utilizam principalmente o gavião asa-de-telha ou a águia-pesqueira, ao passo que os portugueses preferem o tradicional açor.


Atlântida

No universo de Atlântida, os açores e gaviões são encontrados em todo o planeta e a cetraria é comum..


Solidariedade Galáctica

No Universo da Solidariedade Galáctica, os gaviões continuam a existir com a mesma distribuição do Brasil dos outros 500, mas a cetraria caiu em desuso. .